quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Bagagem


Muitas coisas me trouxeram ate aqui e muitas coisas vieram junto na bagagem.
Evolucao exige mundanca, mudanca requer desapego, desapego e liberdade,
liberdade e aprendizagem... Hoje aprendi a viver sem... sem certo, sem errado,
sem culpa, sem remorso, sem dor, sem expectativas de que "um dia" tudo se ajeita,
mas "um dia" nao tem hora e data pra acontecer e apenas "um dia" qu...e talvez
nao chegue e fiquei apenas esperando, cansei de esperar, cansei de ser metade de nada, pq metade de nada e nada. Hoje resolvi ser parte de um todo. E hora de sair da zona de conforto, e hora de buscar algo que complete, e hora de inovar pq inovacao e o que era desconhecido, o desconhecido e surpreende, e o surpreendente da vida sao as surpresas que a propria vida da a quem esta preparado para receber. Sem excessos. Sendo assim, abandono hoje todo o excesso de bagagens, de falsas esperancas, de ansiedades em vao, de pensamentos vazios, de sonhos nao sonhados e de uma vida nao vivida. 
 Pois agora e hora de abandonar, ate voce...


Felipe One 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Closing Time - Semisonic




Closing time, open all the doors
And let you out into the world
Closing time, turn all of the lights on
Over every boy and every girl
Closing time, one last call for alcohol
So finish your whiskey or beer
Closing time, you don't have to go home
But you can't stay here

I know who I want to take me home
I know who I want to take me home
I know who I want to take me home
Take me home

Closing time, time for you to go out
To the places you will be from
Closing time, this room won't be open
Till your brothers or your sisters come
So gather up your jackets, move into the exits
I hope you have found a friend
Closing time, every new beginning
Comes from some other beginning's end

I know who I want to take me home
I know who I want to take me home
I know who I want to take me home
Take me home

Closing time, time for you to go out
To the places you will be from

I know who I want to take me home
I know who I want to take me home
I know who I want to take me home
Take me home

Closing time, every new beginning
Comes from some other beginning's end...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

"À Procura da Felicidade" (The Pursuit of Happyness)

  I´m a great believer in luck, and I find the harder I work the more I have of it."(Thomas Jefferson)


O filme À Procura da Felicidade, que conta a história de Chris Gardner, é simplesmente imperdível. Além da incrível e tocante interpretação de Will Smith, a mensagem do filme é excelente, e está em falta nesse país.

Trata-se de um homem obstinado que luta para sobreviver e sustentar seu filho mesmo sob as mais árduas circunstâncias, sem que isso o faça ignorar os principais valores nem perder as esperanças. Gardner encontra-se nas mais desesperadas situações, sob constante pressão financeira, chegando a dormir no banheiro de uma estação de metrô e depois em abrigos. Nessa jornada angustiante, ainda é abandonado pela mulher, tendo que criar o filho sozinho. Mas nada disso o impede de manter o carinho e passar valiosas lições para seu filho, que depositara total confiança no pai. Os obstáculos parecem intransponíveis, mas a força de vontade de Gardner é ainda maior.

O filme retrata o "sonho americano", onde o trabalho duro individual pode levar qualquer um longe na terra das oportunidades. Logo no começo do filme, aparece o então presidente Ronald Reagan fazendo um discurso na televisão, e não creio ser por acaso. Neste discurso, o presidente está culpando os excessivos gastos do governo pela situação delicada em que a economia do país se encontra. As reformas adotadas nesta época foram cruciais para resgatar o crescimento econômico do país. Menos intervenção estatal, mais iniciativa privada, uma receita infalível.

Em uma determinada cena do filme, quando Gardner jogava basquete com seu filho, uma preciosa lição de vida foi passada aos espectadores. O próprio pai fala para o filho desistir do sonho de ser um campeão algum dia, e ao perceber o desânimo do garoto, lhe dá uma bronca, explicando que ele não deve jamais deixar outros - inclusive o próprio pai - colocá-lo para baixo, repetir que ele não é capaz de algo. A inveja faz com que outros tentem diminuir as habilidades alheias, desestimulando qualquer um que pareça um pouco mais capaz em determinada tarefa. O pai afirma então que o filho nunca deve ligar para isso, para o que os outros falam dele, e que nada deverá ficar entre seus sonhos e a realização deles. Proteja seus sonhos sempre! A responsabilidade é individual, e isso vale ainda mais em um país onde muitos esperam passivamente soluções milagrosas através do governo.

A postura do próprio Chris Gardner enfatiza esse abismo que separa os eternos fracassados daqueles que chegam ao sucesso. Logo no começo do filme, Gardner avista um indivíduo saindo de uma Ferrari em frente a um prédio comercial. Todos à sua volta pareciam felizes. Ele pergunta ao desconhecido o que ele fazia para poder ter aquilo, e a resposta muda sua vida. O homem diz que era corretor de ações, e que para tanto bastava ser bom com números e com pessoas. Gardner coloca na sua mente então que chegará lá um dia, e parte para um processo obstinado de tentativa, superando os mais absurdos obstáculos. O grande diferencial que vejo é o fato dele olhar o sucesso alheio e admirá-lo, querendo buscar para si algo semelhante. Isso é oposto ao que vemos, infelizmente com boa freqüência, em pessoas invejando o sucesso alheio, e querendo destruí-lo ao invés de lutar para subir na vida por conta própria. 

[Artigo de Rodrigo Constantino]